sábado, 15 de maio de 2010

AOS BANCÁRIOS E BANCÁRIAS, NOSSA GRATIDÃO.



É com alegria renovada e a reafirmada disposição de luta que lhes escrevemos estas palavras. Esta campanha mostrou que os bancários e bancárias desejam um Sindicato independente, autônomo, livre para lutar no dia-a-dia, nos locais de trabalho; para proteger a categoria das doenças ocupacionais, das metas abusivas, do assédio moral, da alta rotatividade nos bancos privados, das perdas históricas que precisam voltar aos debates para que possamos reconquistar a dignidade aviltada em décadas de direitos usurpados e esquecimentos.


Agradecemos a cada bancário e a cada bancária que acreditou e que acredita, que tem a profunda esperança e a fé inabalável, que não se intimida e não se deixa dominar pelo discurso ultrapassado do medo. Nossa imensa gratidão só se compara à nossa vontade cada vez mais intensa de seguir lutando, no firme propósito de que a bandeira da mudança, que hasteamos, sem dúvida alguma, se torne realidade em nosso Sindicato.


Jamais deixaremos de ter fé que nosso Sindicato será, ainda que tarde, nossa defesa real, nossa força na luta por proteção, direitos e conquistas, mas, enquanto isso não se torna realidade, prosseguiremos adiante, com a força, a alegria, a coragem e a independência que sempre nos marcou o caminho e que foi amplamente reconhecida nesta eleição. Nossa maior unidade é com vocês, bancários e bancárias e nessa profunda e verdadeira unidade, saberemos fortalecer o caminho da autonomia e da liberdade para seguir em frente, e juntos.


ESTA ELEIÇÃO MOSTROU QUE OS BANCÁRIOS QUEREM UM SINDICATO INDEPENDENTE, LIVRE PARA LUTAR PELOS INTERESSES, DIREITOS E CONQUISTAS DA CATEGORIA.

Não nos resta a menor dúvida de que a mudança, a independência, a autonomia e a liberdade venceram esta eleição! A campanha nos mostrou isso, e pudemos comprovar que mesmo em municípios do interior do estado, nos quais nem pudemos ir, por falta de recursos, ganhamos no voto confiante da categoria.


O movimento Sindicato Livre crescerá, cada vez mais forte e unido, de braços dados com os bancários e bancárias, ampliando mais sua atuação e fortalecendo as lutas reais da categoria. Teremos a próxima campanha salarial, outras eleições e a luta por garantia de direitos, que se faz no dia-a-dia, com a manutenção dos nossos meios de comunicação e a contribuição de cada bancário e bancária que acredita nessa luta. É com esse espírito que nos fortalecemos na verdadeira e única unidade que nos interessa: a da categoria bancária, a das classes trabalhadoras!


JUSTIÇA!

Vamos questionar na Justiça do Trabalho as visíveis irregularidades cometidas por todos os que conduziram a eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários, desde seu início, e que tornaram impossível garantir que a vontade da categoria bancária esteja, realmente, representada em termos de votos, nas urnas que ficaram por dias e noites expostas na sede do Sindicato dos Bancários; o lobo guardou as ovelhas.


IRREGULARIDADES – A ausência de um Regimento Eleitoral; a composição de uma comissão eleitoral indicada pela direção do sindicato em uma assembléia manipulada; onde apenas convidaram os delegados sindicais aliados com a atual direção; a indicação de uma mesa apuradora da central sindical que declarou abertamente seu apoio à chapa contrária e que não cumpriu o Estatuto, protelando, por quatro dias, a apuração que deveria ter iniciado no dia 29 de abril; a descoberta de várias urnas largadas na recepção do Sindicato; a presença de urnas com lacres sem identificação nas atas de votação, urnas com lacres reserva; e a visível relação de subserviência da comissão eleitoral e da mesa apuradora, que seguiram o que ditava a direção do Sindicato e a chapa da situação, configuraram um desrespeito aos bancários e bancárias e, no mínimo, levantaram suspeitas e colocaram sob risco a lisura e segurança do processo eleitoral.


INDÍCIOS E PROVAS – Os indícios, como vemos são muitos, mas as provas, praticamente não existem, porque a direção do sindicato teve todo o controle do processo eleitoral e mandou e desmandou, não consignando em atas nossos registros das irregularidades. Logo, ao entrarmos com Ação na Justiça do Trabalho, sabemos que os resultados, em termos jurídicos, podem nos ser desfavoráveis, pela falta de provas, mas isso não significa que a verdade deixou de ser verdadeira. Jamais deixaremos que o véu do esquecimento se abata sobre os fatos: uma coisa é ganhar no voto, outra bem diferente é levar na apuração.



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terça-feira, 4 de maio de 2010

A CARTA DA PRESIDENTA

Meus colegas bancários e bancárias,

“O mar da história é agitado.
As ameaças e as guerras
Havemos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio, cortando-as
Como uma quilha corta as ondas.”

Maiakovsky

A vida é muito maior, a luta é maior que esse lamentável episódio do movimento sindical bancário que hoje presenciamos. Após tantas visíveis irregularidades cometidas por todos os que conduziram a eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários, desde seu início, é impossível, neste momento, garantir que a vontade da categoria bancária esteja, realmente, representada em termos de votos, nestas urnas que ficaram por dias e noites expostas na sede do Sindicato dos Bancários; o lobo foi posto guardando as ovelhas.

A ausência de um Regimento Eleitoral; a composição de uma comissão eleitoral indicada pela direção do sindicato em uma assembléia manipulada; a indicação de uma mesa apuradora da central sindical que declarou abertamente seu apoio à chapa contrária; o não cumprimento do Estatuto, com o atraso, por quatro dias, da instalação da apuração; a descoberta de várias urnas na recepção do Sindicato; a presença de urnas com número dos lacres sem referência nas Atas, o que possibilitaria a conferência da numeração, e a visível relação de subserviência da comissão eleitoral e da mesa apuradora, que seguem o que dita a direção do Sindicato e a chapa da situação, configuram um desrespeito aos bancários e bancárias e, no mínimo, levantam suspeitas e colocam sob risco a lisura e segurança do processo eleitoral.

Desde o início da campanha estamos trabalhando de forma limpa, transparente, fazendo constar em ata nossos posicionamentos, sempre cobrando o que determina o Estatuto e o bom senso. Desde o início da campanha, o que vimos foi a crueza da desigualdade do poder financeiro e político. Sempre fomos com muita honra e dignidade, o Davi contra Golias. Mas nossa grande força está em nossas propostas e na capacidade que temos de representar um sindicalismo de luta, classista, combativo, sério, responsável, independente, autônomo e livre das amarras do atrelamento que hoje dilacera nosso Sindicato. Nossas propostas não são em defesa de partidos, governos ou direções de bancos, mas sim em defesa das vidas dos trabalhadores e trabalhadoras. É esse o nosso foco. E é assim que queremos dirigir nosso Sindicato: para a categoria.

Ganhar ou perder uma eleição faz parte da democracia, desde que seja de forma limpa e transparente, o que não ocorreu e não está ocorrendo neste processo. Essa triste pantomima em que se transformou a apuração da eleição ainda está longe de apontar um vencedor, mas, para nós, da Chapa 2, isso não mais importa, porque desde quinta e sexta-feira, quando os adversários decidiram protelar a apuração, avaliamos que o resultado, qualquer que seja ele, está comprometido pelas inúmeras irregularidades que macularam o processo eleitoral. De nossa parte só acreditamos que só vale ganhar se for uma eleição limpa, séria e, em tudo, inquestionável. Só assim o vencedor terá a legitimidade necessária para conduzir o Sindicato nos próximos três anos. Infelizmente, não é o que está em curso.

Vamos seguir adiante, defendendo a soberania da categoria que não está amarrada a partidos ou governos. Temos a crença profunda de que os bancários e bancárias saberão construir seu próprio caminho de luta, independente dos engodos e do burocratismo atrelado que hoje teima em se perpetuar em nosso Sindicato. A luta é maior, a vida é muito maior do que isso. Sigamos adiante com fé, alegria e liberdade pra lutar pelos bancários.

Quero agradecer com grande alegria no coração a todos os homens e mulheres de bem que somaram nessa campanha, que acreditaram na mudança, que lutaram também para que a bandeira da coragem, da independência e da liberdade fosse hasteada em nosso Sindicato. Minha primeira palavra de gratidão se dirige a cada bancário e bancária de todos os bancos públicos e privados que votaram crendo no processo eleitoral, independente de chapa. Todos e todas nós fomos enganados desde a quinta-feira, quando não se instalou a apuração dos votos. Aos que votaram na Chapa 2, meu carinho e gratidão especiais e a certeza de que continuaremos na luta, trabalhando, incansavelmente por direitos, proteção, conquistas, sempre!

Aos sindicalistas do Sintepp, Sintprevs, Sindicato da Construção Civil, Sindtifes, Sintsep; aos jovens do movimento estudantil, que deram uma bela demonstração de vigor, de inteligência, disciplina e compromisso, vocês ganharam nosso profundo respeito e hoje a categoria bancária está unida às causas maiores dessas outras categorias, nosso muito obrigado de todo o coração!

Nossa luta recomeça neste momento, numa nova etapa, maior e mais ampla!
Sigamos adiante, todos juntos e juntas, unidos na firmeza de propósito e na luta por melhores condições de trabalho e de vida!

Meu forte abraço,

KÁTIA FURTADO – PRESIDENTA,
CHAPA 2 SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS


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UMA ELEIÇÃO MARCADA POR MUITAS IRREGULARIDADES

Eleições passam, mandatos também passam, mas a honra, a dignidade e o comprometimento das pessoas envolvidas nestes processos ficam marcados na história.

NA NOITE DE QUINTA-FEIRA O DESESPERO DA CHAPA CONTRÁRIA ERA VISÍVEL. PROTELARAM A APURAÇÃO QUE DEVERIA TER SIDO INICIADA NAQUELA NOITE, CONFORME DETERMINA O ESTATUTO.
Todos os bancários e bancárias que estiveram na noite de quinta-feira, 29 de abril, na sede do Sindicato se assustaram com o visível nervosismo dos integrantes e apoiadores da chapa 1. Eles estavam agitados, abalados, claramente angustiados. Naquela noite em que, obedecendo o Estatuto, deveria ter sido aberta a apuração, logo após o término da eleição, eles encontraram uma forma, até agora inexplicável, de protelar a apuração. Em entrevista a uma repórter, o atual presidente e membro da chapa 1, chegou a confidenciar a possibilidade de uma nova eleição. Esperamos até às 3h da madrugada pedindo a apuração imediata. Mas eles estavam com medo.

NA SEXTA-FEIRA ELES JÁ ESTAVAM TRANQUILOS, COMO QUE SEGUROS DO CAMINHO ENCONTRADO PARA GARANTIR, DE QUALQUER JEITO, UM RESULTADO FAVORÁVEL NA APURAÇÃO.
Da mesma forma na sexta-feira, 30 de abril, eles conseguiram um artifício para continuar protelando a apuração e já afirmavam, nos corredores, que queriam apurar apenas na segunda-feira. Como dominam a comissão eleitoral e a mesa apuradora, propuseram uma legitimação da fraude: queriam conferir os votos em separado apenas com a lista geral de votantes, sem comparar com as listas específicas por roteiros de bancos. Nós queríamos a apuração imediata, sem fraude, com a conferência correta, como determina o Estatuto. A mesa apuradora, então, decidiu suspender os trabalhos e convocar nova reunião para segunda-feira. Eles vibraram. Aliás, esta era a única diferença entre a quinta e a sexta-feira: eles estavam mais tranquilos, seguros e até sorridentes, como se já estivessem com os caminhos traçados para garantir, de qualquer jeito, um resultado favorável na apuração.

A INSEGURANÇA DAS URNAS NO SINDICATO DOS BANCÁRIOS. OS VOTOS QUE ALI ESTÃO, AINDA SÃO OS VOTOS DA CATEGORIA? QUEM PODE AFIRMAR?
As urnas ficaram por quatro dias e quatro noites na sede do Sindicato, que está longe de ser um terreno neutro e seguro. Como todos sabemos, a atual direção do Sindicato compõe, coordena e financia a chapa 1, e comanda todo o processo através da comissão eleitoral indicada em uma assembléia manipulada, e da mesa apuradora formada pela CUT, que já declarou apoio aberto à chapa 1.

Como se não bastasse todo esse atrelamento, o processo eleitoral está repleto de irregularidades que abrem brechas e comprometem, totalmente, a lisura do processo e prejudicam a vontade da categoria.

ALGUMAS DAS IRREGULARIDADES QUE MACULARAM O PROCESSO ELEITORAL:

1) AUSÊNCIA DE REGIMENTO ELEITORAL. Nas primeiras reuniões da comissão eleitoral, nosso representante solicitou a cópia do Regimento Eleitoral, no que foi informado que não havia Regimento Eleitoral. Nosso representante, então, propôs que se escrevesse um Regimento Eleitoral e a comissão eleitoral votou e aprovou que não seria escrito qualquer Regimento Eleitoral;

2) MESA APURADORA DA CUT. Ficou bem visível, durante a campanha eleitoral, o apoio da CUT para a chapa 1. Em diversos materiais de propaganda, no site, em camisas, panfletos e até nos adesivos de carro a logomarca da CUT está colada à da chapa 1. Que isenção, portanto, tem os dirigentes sindicais da CUT para coordenar a mesa apuradora? Todas as manobras com as quais a mesa apuradora concordou neste processo não foram previamente combinadas entre a atual direção do Sindicato e os dirigentes da CUT? Os bancários e bancárias que estiveram no Sindicato nas noites de quinta, sexta e segunda-feira puderam perceber, claramente, esse vínculo, e não havia, sequer, uma preocupação em disfarçar; as ordens eram ditadas pelo coordenador da chapa 1 e a presidente da mesa apuradora, presidente da CUT, acatava imediatamente, muitas vezes, contrariando uma decisão sua, tomada minutos antes;

3) PROTELAMENTO DO INÍCIO DA APURAÇÃO, CONTRARIANDO O ESTATUTO. O Estatuto determina que a apuração deve iniciar imediatamente após o encerramento da eleição, assim que estiver confirmado o quórum. A eleição se encerrou às 20h da quinta-feira, dia 29 de abril. Nesta mesma noite, a comissão eleitoral, repassou aos nossos fiscais as atas de urnas que confirmavam que o quórum havia sido atingido. Todos os membros da mesa apuradora estavam na sede do Sindicato dos Bancários, tudo estava pronto para que a apuração se iniciasse, conforme determinação do Estatuto, mas havia uma decisão política da direção do sindicato e da chapa 1 de protelar a apuração. Inventaram um "quórum físico" que nunca constou no Estatuto e, como têm o domínio do processo, adiaram a apuração para sexta-feira, dia 30. Na sexta-feira encontraram outra desculpa: queriam uma legitimação da fraude com a conferência dos votos em separado sem considerar a duplicidade do voto. A mesa apuradora da CUT novamente se submeteu à decisão política da direção do sindicato e da chapa 1 e protelou o início da apuração para segunda-feira dia 3 de maio. As urnas ficaram, por quatro dias e quatro noites na sede do Sindicato e o Estatuto foi rasgado em sua clara determinação;

4) 21 URNAS NA RECEPÇÃO DO SINDICATO. As suspeitas em relação à segurança das urnas se confirmaram na tarde de segunda-feira, quando, inadvertidamente, um dos membros da nossa chapa adentrou a sede do Sindicato e se deparou com uma cena comprometedora: 21 urnas estavam largadas no sofá da recepção. Por quantas horas? Estavam ali desde que chegaram; ou chegaram, subiram e desceram para, dali, serem levadas à sala da comissão eleitoral? O que se passou desde a chegada das urnas até o momento em que foram entregues à comissão eleitoral? O mesmo ocorreu com as demais urnas? Qual o procedimento seguro adotado? Houve procedimento seguro? Para essas 21 urnas não houve. Para as demais, quem pode afirmar? O que chama a atenção é que dentre as urnas expostas na recepção do Sindicato, estavam as urnas de Macapá e Marabá, grandes colégios eleitorais;

5) URNAS SEM LACRE NUMÉRICO E OUTRAS VISIVELMENTE ALTERADAS. O lacre numérico é um aro que contém uma numeração única e, uma vez colocado, só pode ser retirado se for quebrado. Muitas urnas estavam sem o lacre numérico no momento da apuração. Um outro lacre era o de papel com as assinaturas dos mesários e fiscais. Algumas urnas apresentavam aparência estranha, como que os lacres de papel tivessem sido amassados, alterados. Cada vez que nossos fiscais, na apuração, se manifestavam no sentido de registrar tais ocorrências, eram simplesmente ignorados pela mesa apuradora, que se negava a constar em ata o que era visível para todos.

6) A REPRESENTANTE DA OAB FOI RETIRADA DA APURAÇÃO.
A solicitação para que a OAB e o Ministério Público do Trabalho acompanhassem o processo eleitoral, inclusive a apuração foi feita pela chapa 2, e encaminhada pela comissão eleitoral. Apenas a OAB enviou representante para o que seria a apuração. Desde a noite de quinta-feira, dia 29 de abril, a Ordem dos Advogados do Brasil estava acompanhando os fatos que envolveram a protelação da apuração, através de sua representante Dra. Ana Kelly. Na sexta-feira, a advogada, integrante da direção da OAB, reiniciou seu trabalho de acompanhamento normalmente, mas em determinado momento se retirou, visivelmente contrariada. Desde então, não mais foi vista na apuração e nem a OAB enviou novo representante.


O QUE ESTÁ NAS URNAS AINDA É A EXPRESSÃO DA VONTADE DA CATEGORIA?
Ontém, dia 3 de maio, segunda-feira, decidiram iniciar a apuração. Saltava aos olhos a felicidade expressa nas faces antes tão angustiadas. Os membros da chapa 1, ao contrário do que se viu na noite da quinta-feira, estavam afirmando, para quem quisesse ouvir, que a eleição já estava ganha.

Neste momento, a apuração mostra ainda um quadro bastante indefinido, isso afirmamos porque temos uma avaliação das urnas que até agora foram apuradas e das urnas que ainda estão por serem apuradas. Até às 5h da madrugada, a diferença entre as chapas era de cerca de 200 votos; com 831 votos para a chapa 1, e 626 votos para a chapa 2.

Independente do resultado da apuração, o que estamos questionando é a lisura do processo, o que estamos questionando é se as urnas ainda carregam, intactas, a vontade da categoria expressa em votos, o que estamos questionando é: até que ponto a atual direção do Sindicato chegaria, ou chegou, para manter-se no poder, principalmente neste ano eleitoral, quando perder a eleição no Sindicato dos Bancários conta, e muito, para o jogo da reeleição da governadora, que é bancária, e pertence ao mesmo grupo político da direção do Sindicato e da chapa 1.

Para que nada maculasse o processo eleitoral, algumas regras deveriam ter sido respeitadas, o Estatuto deveria ter sido respeitado, as condutas da comissão eleitoral e da mesa apuradora deveriam ter sido sérias e inquestionáveis, as urnas deveriam ter sido protegidas em local neutro e seguro, e a OAB deveria ter acompanhado toda a situação envolvendo a apuração. Por quais motivos não foi assim? Neste momento, é possível afirmar, com total certeza, que o processo está seguro e limpo? Se pode afirmar que a lisura está garantida?

Então como fica a vontade da categoria? Quem, realmente, está decidindo, a esta altura, a eleição: os votos dos bancários ou as manipulações da apuração? Quem pode responder com segurança diante de tantas irregularidades?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

21 URNAS EXPOSTAS NA RECEPÇÃO DO SINDICATO. ISSO É SERIEDADE NO PROCESSO ELEITORAL?



O que vocês estão vendo acima, são 21 URNAS da eleição do Sindicato dos Bancários que ficaram na recepção da sede do Sindicato durante o dia de hoje.
Vários bancários e bancárias que passaram pelo local viram a cena, e o jornal do dia comprova a data.
Que segurança podemos ter de que essas urnas estão intactas? Dentre elas sabemos que há urnas de grandes colégios eleitorais como Macapá, Santarém e Marabá. Milhares de votos estão assim, absurdamente expostos. É essa a seriedade do processo eleitoral? Que segrança podemos ter de que essas urnas realmente se mantém intactas? Será que com as outras urnas o proceimento foi o mesmo?
Se somamos isso ao protelamento, à enrolação com que a Comissão Eleitoral e Mesa Apuradora estão tratando essa eleição, então está armado o cenário que viabiliza todo tipo de fraude. É por esse escândalo escancarado que os bancários estão aguardando desde as 20h de quinta-feira, dia 29 de abril, quando se encerrou a eleição e, conforme determina o Estatuto, deveria se iniciar, imediatamente a apuração? Não. Os bancários e bancárias, e a Chapa 2 acreditaram na lisura do processo. Fizemos nossa campanha de propostas, limpa, ética, e agora é assim que os votos da categoria são tratados?
Uma parte das urnas estão guardadas na sala dos trabalhos da comissão eleitoral, que se encontra lacrada. Mas aí estão: 21 urnas ao sabor do desespero da chapa 1 que é a atual direção do sindicato.
Um absurdo! Mais um desrespeito para com os bancários e bancárias!
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domingo, 2 de maio de 2010

SERÁ QUE AS URNAS AINDA REFLETEM A VONTADE DA CATEGORIA, DEPOIS DE QUATRO DIAS NO SINDICATO?

CONTRARIANDO O ESTATUTO, ATÉ AGORA NÃO SE INICIOU A APURAÇÃO! Nos dias 27, 28 e 29 de abril passado ocorreu a eleição para a Diretoria e Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários, envolvendo mais de 4 mil eleitores nos estados do Pará e Amapá. O Estatuto do Sindicato determina que, finalizada a votação, seja instalada, imediatamente a mesa apuradora. Como a votação terminou dia 29 de abril, nesse mesmo dia deveria começar a apuração. Assim ocorreu em todas as eleições anteriores. Desde o dia 29 de abril todas as atas estavam em poder da mesa apuradora e o quorum devidamente atingido, mas a apuração não começou.

ELES QUERIAM A LEGITIMAÇÃO DA FRAUDE. A mesa apuradora, toda composta de integrantes da CUT – Central Única dos Trabalhadores, que já declarou, abertamente em materiais de propaganda, o apoio à chapa 1, concluiu que as duas chapas não chegaram a um consenso sobre os votos em separado. A chapa 1 queria contar os votos em separado desconsiderando a conferência da duplicidade dos votos, o que, a nosso ver, seria uma clara LEGITIMAÇÃO DA FRAUDE, e isso nós jamais aceitaríamos. De toda forma, não caberia às chapas decidirem isso, mas sim à Mesa Apuradora, responsável pela eleição, à luz do Estatuto. Enquanto isso, os bancários e bancárias aguardaram, exaustos e frustrados, dentro do Sindicato dos Bancários, desde as 20h de quinta-feira, dia 29 de abril, até a madrugada de sexta-feira, pelo início da apuração dos votos, e assim também foi desde as 16h do dia 30 de abril, sexta-feira até a madrugada de sábado.

ATUAL DIREÇÃO DO SINDICATO, GOVERNO DO ESTADO, CHAPA1 E COMISSÃO APURADORA ESTÃO DECIDINDO, JUNTOS, CONTRA A VONTADE DOS BANCÁRIOS. A chapa 1, a atual direção do Sindicato e o governo do estado tem todo o controle do processo eleitoral. Porque essa demora em apurar os votos e assim tornar conhecida a chapa vitoriosa? Do que se tem medo? Todos sabemos que a atual direção do sindicato financia politicamente a chapa 1, e, inclusive o atual presidente, Betinho, a compõe e é seu coordenador político. E claro que uma derrota da chapa da governadora na eleição dos bancários pode ser um golpe fatal no sonho da reeleição.

ATRELAMENTO MAIS DO QUE CONFIRMADO. A CATEGORIA MERECE RESPEITO! Mas isso só confirma o ATRELAMENTO que tanto criticamos e que agora está mais do que visível nesta resistência em apurar a eleição. A categoria bancária merece todo o respeito das chapas, da atual direção do Sindicato e mais ainda dos que estão conduzindo o processo eleitoral.

QUE SEGURANÇA TEMOS, AGORA, DA INVIOLABILIDADE DAS URNAS, QUE JÁ FICARAM 4 DIAS EM PODER DO SINDICATO, AQUI EM BELÉM, EM MACAPÁ, OU NO INTERIOR?

SEGUNDA-FEIRA, DIA 3 DE MAIO TODOS E TODAS NO SINDICATO, A PARTIR DAS 17h, PARA EXIGIR A APURAÇÃO IMEDIATA, LIMPA E SEM FRAUDE, COMO DETERMINA O ESTATUTO.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ELES QUERIAM LEGITIMAR A FRAUDE

Centenas de bancários e bancárias do Pará e Amapá ainda aguardam a apuração das urnas desde quando se encerrou a eleição para nova Diretoria e Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários.

No dia 29 de abril, nós, da Chapa 2, permanecemos no Sindicato até por volta das 3h da madrugada de quinta pra sexta-feira, EXIGINDO A APURAÇÃO IMEDIATA dos votos. No entanto, alegando um falso motivo do inexplicável quórum físico, a Chapa 1 impediu a apuração dos votos.

É bom sempre lembrar que quem detém todo o controle do processo eleitoral é a atual direção atrelada do sindicato que compõe a chapa 1. Eles indicaram a Comissão Eleitoral, que, por sua vez, indicou a Comissão Apuradora.

HOJE A ENROLAÇÃO CONTINUOU

Hoje, desde às 16h, dezenas de bancários do Banco da Amazônia, do Banpará, do Banco do Brasil e da Caixa aguardaram pela apuração dos votos que foi devidamente empastelada pela chapa 1.

Quando, finalmente, resolveram instalar a mesa apuradora, por volta das 20h, o trabalho se iniciou muito lentamente. Os escrutinadores começaram a conferir as atas de eleição para analisar o quórum, o que durou cerca de 3h.

ELES QUERIAM A LEGITIMAÇÃO DA FRAUDE.
Por volta das 23h a chapa 1 propôs um acordo indecente: eles queriam que a comissão apuradora conferisse os votos em separado, apenas comparando com a relação geral de sindicalizados, ignorando as listas de votação por urnas, de modo a evitar a conferência do voto duplo.

Nós, que sempre defendemos o Estatuto e a conduta correta, evidentemente, jamais iríamos concordar com essa LEGITIMAÇÃO DA FRAUDE que eles propuseram.

Diante do impasse criado pela proposta errada da chapa 1, propusemos que: 1) as urnas fossem apuradas e os votos em separado fossem reservados para conferência após a chegada das urnas que ainda não chegaram, eles não aceitaram; 2) que a gente iniciasse a apuração pelas urnas que não tem voto em separado, eles não aceitaram.

NÓS QUEREMOS A APURAÇÃO CORRETA!
Nós propusemos estes acordos para viabilizar a apuração, mas o que nós queremos é que a mesa apuradora assuma a apuração e siga corretamente o processo. Infelizmente, estamos diante de uma mesa apuradora parcial, que não se posiciona correta e rigorosamente e dentro de uma eleição sem regimento eleitoral, o que já denunciamos antes.

Agora, eles mentem deslavadamente para os bancários e bancárias. Deveriam ter vergonha de protagonizar um dos mais lamentáveis episódios da história do sindicalismo bancário no Pará, retrocedendo ao tempo da ditadura da força, onde se usava deste tipo de artíficio para se perpetuar no poder.

BASTA DE MENTIRAS!
A categoria bancária merece respeito! Essa Comissão Apuradora, que já mostrou estar totalmente submetida à chapa 1, precisa, AGORA, ABRIR AS URNAS e mostrar quem venceu de fato a eleição. É o que os bancários e bancárias desejam e nós da Chapa 2 EXIGIMOS!


CHAPA 2 SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS.


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quinta-feira, 29 de abril de 2010

A CHAPA 1 QUER IMPEDIR A APURAÇÃO. A CATEGORIA TEM O DIREITO DE SABER O RESULTADO DA ELEIÇÃO.

Após o final da eleição do Sindicato dos Bancários, às 20h do dia 29 de abril de 2010, a chapa 1 tenta impedir a instalação da mesa de apuração. A chapa 1 quer impedir que os bancários conheçam o resultado da eleição.

QUÓRUM JÁ FOI ATINGIDO
O quórum já foi atingido, e isso está comprovado na presença das urnas da região metropolitana, nas atas de todas as urnas, inclusive as do interior do Pará e as do Amapá, que já foram enviadas por fax à Comissão Eleitoral.

Para impedir a apuração da eleição, eles inventaram um inexplicável quórum físico, que não existe no Estatuto do Sindicato dos Bancários. O Estatuto cita apenas o quórum; e o quórum já foi atingido.

ELES TÊM MEDO DO RESULTADO DA ELEIÇÃO
Eles não querem instalar a mesa apuradora, mesmo após o término da eleição e a confirmação do quórum definido no Estatuto, porque eles têm medo do resultado da eleição.

É bom lembrar que, recentemente, esse mesmo grupo partidário anulou, sem motivo algum, uma eleição para representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banpará porque estavam perdendo, e isso apenas dez minutos antes do término da eleição.

DE QUE FORMA QUEREM IMPEDIR A VONTADE DA CATEGORIA?
O que eles desejam fazer contra a democracia? Destruir as urnas que estão no interior pra tentar negar o quórum? Alterar os votos da categoria? É por isso que só querem iniciar a apuração na segunda feira, dia 03 de maio.

VAMOS TODOS LOTAR O SINDICATO E EXIGIR A APURAÇÃO IMEDIATA DAS URNAS.
Mas nós, da categoria bancária, que desejamos um Sindicato dos Bancários, e para os bancários, não vamos deixar a democracia ser ferida de morte. Vamos todos lotar o Sindicato, exigir que a comissão apuradora, já constituída, apure os votos e que a chapa que a categoria elegeu seja conhecida por todos.

Para garantir o respeito à decisão das urnas, não hesitaremos em ir ao Ministério Público do Trabalho, o que é lamentável, pois significará a vergonha e a falta de dignidade dos integrantes da chapa 1, que, infelizmente, não têm compromisso com a democracia.

Nós, temos defendido a democracia, o Estatuto e queremos a imediata apuração da eleição. Nós defendemos que o voto da categoria seja respeitado e conhecido por todos.

CHAPA 2 SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS.


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QUE VENÇA O PODER DO VOTO DA MAIORIA DOS BANCÁRIOS E BANCÁRIAS

Estamos contando agora menos de duas horas para o término da eleição.

Às 20h inicia-se a apuração, com a contagem do quórum que, pelo que nos parece, foi atingido.

Estamos questionando politicamente a composição da mesa apuradora, formada pela Central Única dos Trabalhadores - CUT, que já declarou, abertamente, em material impresso de propaganda, o apoio à chapa contrária.

A apuração deverá seguir a ordem numérica das urnas. A primeira, é a única urna fixa da eleição: a do Sindicato dos Bancários; a segunda é a da matriz do Banco do Brasil; as três urnas seguintes são as da matriz do Banco da Amazônia e depois há uma sequência de urnas por roteiros que abarcam as matrizes do Banpará e as agências e locais de trabalho de bancos públicos e privados.

Na avaliação geral a disputa continua muito polarizada e indefinida.

Na nossa avaliação, qualquer que seja o resultado nas urnas, está consolidada a vitória política da nossa chapa que, como Davi, enfrentou o gigante Golias.

Fizemos uma bela campanha, ética, alegre e com as melhores propostas para a categoria. Não tivemos toda a estrutura, os recursos, as liberações de bancários que eles tiveram. Eles estão nos governos, no sindicato, nas centrais sindicais - CUT, ligada ao PT e CTB, ligada ao PCdoB; mas, mesmo assim, numa campanha tão desigual em termos de recursos e liberações de bancários, o fato de termos conseguido chegar ao final da eleição num claro empate político representa uma bela vitória dos que acreditam na mudança, na independência, na liberdade de ação sindical para lutar em defesa dos trabalhadores.

De antemão, agradecemos, com muita emoção e alegria estes votos que representam, pelo menos, a vontade da metade da categoria. Agora, vamos à apuração.

Faremos tudo para que a vontade da categoria seja respeitada, garantida. Qualquer recurso contra a democracia, se houver, será imediatamente denunciado e repudiado. Que vença o poder do voto da maioria dos bancários a bancárias que já tomaram sua decisão.

Muito obrigado e aguardem nossas atualizações.

Forte abraço,

CHAPA 2 SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS.


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segunda-feira, 26 de abril de 2010

ÚLTIMO DIA DE CAMPANHA, VAMOS AVANÇAR MAIS E APOSTAR NA VITÓRIA DA MUDANÇA!



Você que já decidiu pela independência e liberdade para o nosso Sindicato, convença mais um. Converse com o colega ao lado, convença-o a votar na Chapa 2; mostre que, se nosso Sindicato continuar atrelado, nós é que perderemos, como tem sido nos últimos três anos.

VIRE MAIS UM VOTO! VAMOS REALIZAR O DESEJO DE MUDANÇA!
A eleição está muito polarizada, muito disputada. O favoritismo para a Chapa 2 é inquestionável. A categoria bancária está desejando a mudança no Sindicato. Se cada um que já escolheu votar na Chapa 2 virar mais um voto, esse desejo vai se concretizar!

Neste último dia de campanha, vamos avançar mais, crescer mais na categoria e consolidar a vontade dos bancários e bancárias, o desejo de independência, autonomia e liberdade para que nosso Sindicato lute pelos direitos e conquistas dos bancários e bancárias.

A mudança pode vencer! Depende de você!
Com o seu apoio, com o seu voto, vamos trazer o Sindicato para o lado dos bancários!


BASTA DE ATRELAMENTO!

VOTE CHAPA 2
SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS.




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sábado, 24 de abril de 2010

AGENDA DA CHAPA 2 NA RETA FINAL DE CAMPANHA

CHAPA 2 - SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS ESTARÁ, DOMINGO, NA PRAÇA: a partir das 9h, nos encontraremos na Praça da República, ao lado do Bar do Parque. De lá sairemos em caminhada pela praça, mostrando a força da nossa campanha pela mudança, pela independência, pela liberdade em nosso Sindicato.

SEGUNDA, EM FRENTE AO BB DA PRESIDENTE VARGAS: a partir das 7h30 iniciaremos uma bela e alegre caminhada pela Presidente Vargas agradecendo aos bancários e bancárias pela maravilhosa campanha e à adesão massiva, mostrando à categoria nossas propostas e pedindo o voto de cada um, na esperança, na independência, na liberdade, na mudança!

TERÇA, QUARTA E QUINTA: eleição. As urnas são volantes e passarão nos locais de trabalho. Cada bancário e bancária fique atento para não perder a passagem da urna. Fiscalize, garanta seu voto e os votos dos colegas, garanta a democracia!



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COMISSÃO APURADORA É DA CENTRAL SINDICAL QUE JÁ DECLAROU ABERTAMENTE O VOTO NA CHAPA DA SITUAÇÃO




Acima, você vê o nosso último material de campanha, onde agradecemos profundamente aos bancários e bancárias e pedimos que a democracia seja respeitada. Abaixo, você lê a íntegra do texto que está neste material.

MUITO OBRIGADO. VAMOS EM FRENTE, COM A FORÇA DA MUDANÇA!

Agradecemos, profundamente, a todos os bancários e bancárias que fizeram dessa campanha um momento de reflexão, de alegria, de renovação da esperança, da mudança, da força de luta da categoria. Fizemos nossa campanha limpa, ética, baseada em propostas concretas para os bancários e bancárias de todos os bancos públicos e bancos privados. Mostramos, de forma transparente e objetiva, a relação política de atrelamento da atual direção do Sindicato com os governos, direções de bancos e banqueiros.


BASTA DE ATRELAMENTO! NOSSO SINDICATO É DOS BANCÁRIOS!

Afirmamos que nosso Sindicato é dos bancários e, com o seu voto, com o seu apoio, vamos colocá-lo independente, autônomo, livre, do lado da categoria, para lutar pelos interesses, direitos e conquistas dos bancários. Já estamos fazendo isso à frente da Associação de Funcionários do Banpará, na qual a nossa candidata à Presidenta Kátia Furtado, conquistou, na luta e na mobilização, junto com os funcionários, o PCS para os bancários do Banpará. É assim que queremos fazer para todos os bancários de todos os bancos, para proteger a dignidade, a saúde, a segurança, a vida.


COM O SEU VOTO, COM O SEU APOIO, A BANDEIRA DA MUDANÇA VAI VENCER! SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS!


Nos dias 27, 28 e 29 de abril, você tem a opção, a alternativa, a escolha do voto certo na mudança. Nós da Chapa 2, pedimos o seu voto e a oportunidade de fazer valer a missão estatutária do nosso Sindicato. Queremos colocar o nosso Sindicato no caminho certo, ao lado das lutas e das causas dos bancários e bancárias, usando toda a estrutura que é paga com a nossa contribuição para nos defender e conquistar mais direitos e qualidade de vida para nós, que, com nosso trabalho, fazemos o lucro dos bancos.


É PRECISO GARANTIR A VONTADE DA CATEGORIA, MAS A MESA APURADORA INDICADA, PELA COMISSÃO ELEITORAL, É TOTALMENTE DA CUT.


A atual direção do Sindicato, representada na chapa contrária, tem todo o controle do processo eleitoral: eles indicaram a Comissão Eleitoral, que foi aprovada em uma assembléia na qual só participaram os delegados sindicais ligados a eles, e, agora, essa Comissão Eleitoral indicou a mesa apuradora dos votos, que é completamente formada por membros da CUT. O problema é que verificamos que o material de campanha da chapa contrária traz também a logomarca da CUT, e no site deles está claro o apoio da Contraf/CUT. Será que a CUT possui a isenção necessária para ser imparcial na apuração, uma vez que já declarou, através de sua confederação dos trabalhadores no ramo financeiro, o aberto apoio à outra chapa?

Por isso estamos solicitando que o Ministério Público do Trabalho acompanhe o processo eleitoral e os trabalhos de apuração dos votos. Também estamos solicitando que a Chapa 2 possa estar representada na mesa que conta os votos, da mesma forma que está representada na própria Comissão Eleitoral.

O mais importante para nós da Chapa 2 é garantir a lisura do processo para que a vontade dos bancários e bancárias, expressa no voto, seja respeitada. Por isso, pedimos que cada colega observe, fiscalize em seus locais de trabalho, mantenha o clima de serenidade e ajude a eleição para que tudo ocorra bem. Nós queremos que os dias da eleição sejam dias de alegria e equilíbrio, de festa da democracia na categoria bancária e temos que conter ânimos exaltados e prováveis desvios dos que já sentiram a virada a favor da mudança.

Estaremos fiscalizando o processo e buscando garantir, de todas as formas legais e corretas, que a decisão soberana da categoria seja respeitada.

Muito obrigado, muito obrigada. Bom voto a todos e todas. Sigamos adiante, acreditando, tendo esperança, lutando, conquistando, avançando. A decisão é sua. Te pedimos, vote CHAPA 2 SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS.


CADA BANCÁRIO E BANCÁRIA, FISCALIZE E GARANTA SEU VOTO E A DEMOCRACIA!


sexta-feira, 23 de abril de 2010

A ENTREVISTA DE KÁTIA FURTADO NO BLOG DA PROFª EDILZA FONTES

Eleições no sindicato dos Bancários: Entrevista com Katia Furtado, Candidata a presidente pela chapa 2

ProfªEdilza Fontes: Kátia, o nome da CHAPA 2 é bastante instigador. No slogan vocês afirmam que sindicato livre é dos bancários. Essa afirmação explicita uma crítica à atual gestão do Sindicato?

Kátia Furtado: Edilza, é um prazer poder falar aos leitores do seu blog. Muito obrigada pelo convite, pela oportunidade.

Respondendo à sua pergunta, quando dizemos SINDICATO LIVRE, estamos afirmando que a LIBERDADE é o principal valor para garantir que a missão estatutária do Sindicato se efetive na gestão. Se uma direção sindical, eleita para cumprir a missão do Sindicato, está profundamente atada a compromissos político-partidários, ela amarra a entidade a esses compromissos, o que prejudica, enormemente, a capacidade do Sindicato de cumprir sua missão: defender os interesses, direitos e conquistas dos trabalhadores e não dos governos, direções de bancos e banqueiros.O que vimos na atual gestão do Sindicato foi exatamente esse atrelamento que levou nosso Sindicato ao imobilismo. Quando precisavam escolher entre defender um direito dos bancários ou defender os interesses dos governos, representado nas direções de bancos, nas mesas de negociação eles sempre defendiam os interesses dos governos, porque, em verdade, eles consideram que são “seus” governos, são os governos de seu partido e de sua facção partidária, no caso do governo estadual. Ou seja, o compromisso deles é maior para com os governos e as direções de bancos indicadas por esses governos, do que para com a categoria. E com isso nós, bancários e bancárias, é que perdemos em direitos e em dinheiro no bolso, inclusive.

O que explica, por exemplo, a queda da regra básica da PLR de 15% para 13%, aceita em mesa de negociação com a Fenaban, pelas direções sindicais, em meio a uma das mais poderosas greves dos últimos tempos? E ressalto que durante toda a campanha salarial, o que estava sendo afirmado nos sites da Contraf/CUT e do Sindicato dos Bancários era a regra básica de 15%, quando já estavam aceitando a queda para 13%, sem dizer isso para os bancários. Ou seja, a categoria votou uma coisa nas assembléias e depois, na assinatura da Convenção foi outra. Isso tudo caracteriza uma direção sindical que não mais dialoga e respeita a decisão da base da categoria.

É legítimo e legal uma pessoa escolher militar em um partido, ou uma tendência interna a um partido, mas quando isso impede a ação de um Sindicato, que tem uma missão classista, estatutária, essa pessoa deve renunciar a um ou a outro, em nome da coerência, dos princípios éticos, da transparência. Um Sindicato é um instrumento fundamental e decisivo de luta de uma categoria e não pode ficar refém de um grupo político e suas conveniências político-partidárias.

Por isso afirmamos: SINDICATO LIVRE É DOS BANCÁRIOS. Queremos nosso Sindicato desatrelado, livre para lutar pelos bancários e bancárias.

ProfªEdilza Fontes: Você foi reeleita para a presidência da Associação de Funcionários do Banpará, o que significa que você ‘conviveu’, como presidenta da AFBEPA, com a atual gestão no Sindicato dos Bancários, do ponto de vista institucional. Como foi essa convivência?

Kátia Furtado: Edilza, desde o início, em 2007, havia uma tensão, mas sob controle de ambas as partes. Nós conversávamos sobre algumas questões dentro do Banpará. Havia um certo diálogo. A eleição do Sindicato dos Bancários sempre acontece cerca de um mês depois da eleição da AFBEPA e, em 2007, eles estavam apoiando a outra candidata na eleição da AFBEPA, porque sabiam que nós também iríamos apoiar outro candidato na eleição do Sindicato. De fato foi o que ocorreu: ganhamos a eleição da AFBEPA em 2007 e apoiamos o presidente da AEBA, Sérgio Trindade, que na época era o candidato contrário a eles para a eleição do Sindicato. Agora, estão juntos, mas se digladiaram muito em 2007 e mesmo antes, quando compartilhavam as direções anteriores no Sindicato.

Bem, o Sérgio Trindade, o grupo da artban, perdeu aquela eleição e desde então não adotou uma postura de se reconstruir de verdade na categoria. Ao contrário, a artban ficou no recuo, sem abrir espaço para novas lideranças, para novas lutas e a DS acabou se rendendo completamente à lógica de seu governo no estado.

Eu, à frente da AFBEPA, não poderia adotar nem uma postura e nem outra. Não poderia ficar no recuo e nem me render ao governo. Primeiro porque não é meu estilo e nem acredito nisso, segundo porque as demandas do funcionalismo do Banpará são muito pesadas, urgentes, são muitos problemas e irregularidades que tive que realmente enfrentar e buscar resolver. A própria responsabilidade que assumi, me colocou em confronto com o imobilismo e o governismo de ambos os grupos. Daí os conflitos se tornaram inevitáveis.

Mas o rompimento definitivo se deu, mesmo, quando eles ficaram calados diante da não implantação do PCS no Banpará e nós, da AFBEPA, lançamos a Campanha pelo PCS. Eles realmente passaram a nos excluir e até pessoalmente a nos difamar dentro do banco, usando de condutas lamentáveis, criando um clima de pressão dentro do Banpará contra a AFBEPA. Só que os bancários e bancárias viram e compreenderam tudo. De nossa parte, sempre buscamos o diálogo, mas eles foram e são muito intransigentes e têm dificuldades de conviver com quem pensa diferente. Querem sempre impor sua lógica, seu pensamento único. É algo muito constrangedor. Como exemplo, veja só: eles impuseram nossos representantes no Comitê Trabalhista do banco, não permitindo que os elegêssemos diretamente, como sempre havia sido antes; anularam a eleição do representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banpará, dez minutos antes do término da eleição, porque sabiam que estavam perdendo, já que indicaram a Comissão Eleitoral que tinha os resultados parciais do pleito e havia um favoritismo muito claro do candidato apoiado pela AFBEPA (a outra candidata era apoiada pelo Sindicato); e excluíram a AFBEPA do GT do PCS, o que revela essa tendência a anular, a excluir sempre quem pensa diferente deles. É assim que eles ‘convivem’ institucionalmente.

ProfªEdilza Fontes: A atual direção do Sindicato reivindica para si a mais importante conquista dos bancários do Banpará nos últimos anos: o PCS. No entanto, a AFBEPA afirma que a conquista do PCS foi fruto de uma luta dos funcionários e da própria Associação e que foi garantida, de fato, após a concessão de uma Tutela Antecipada pela Justiça do Trabalho. Conte-nos, rapidamente, essa história do PCS no Banpará.

Kátia Furtado: Edilza, o que eu te direi aqui é exatamente o que qualquer isento bancário ou bancária do Banpará te diria e te dirá se for perguntado: o PCS é uma conquista da luta dos bancários e bancárias do Banpará, que foram mobilizados pela AFBEPA. Foi a partir dessa mobilização, da Campanha pelo PCS, da luta dos funcionários, que conseguimos pressionar o Sindicato a convocar uma assembléia e depois conseguimos aprovar a Ação de Cumprimento que deu origem a um processo na Justiça do Trabalho e foi quando ganhamos a Tutela Antecipada concedida pelo Juiz Federal do Trabalho Dr. Pedro Tourinho Tupinambá.

Até aí, a direção do Banpará e o Sindicato dos Bancários, juntos, concordavam em apenas aditar o ACT e prometiam implantar o PCS primeiro em agosto de 2009 e depois em janeiro de 2010, mas sempre esquecendo as perdas financeiras com a não implantação em 18 de maio de 2009, data acordada no ACT. Ocorreu que a Tutela Antecipada determinou a implantação do PCS em janeiro de 2010, mas com efeito retroativo a 18 de maio de 2009. Então, essa decisão mudou completamente nosso poder de negociação diante do banco e do sindicato, tanto que daí o banco teve que reconsiderar as perdas e, por isso, conseguimos negociar uma bonificação bem superior ao antigo tíquete de R$ 250,00 que antes o banco propunha em troca do nosso PCS.

Como estava determinado na Tutela Antecipada, a primeira etapa do PCS, a reclassificação na nova tabela, foi, de fato, implantada, mas logo depois excluíram a AFBEPA do GT do PCS.Agora, há uma tensão muito grande porque o GT construiu um Regulamento que determinava, por exemplo, que o interstício para promoção por antiguidade seria de dois anos, com a possibilidade de ocorrer duas vezes nesses dois anos. No entanto, o banco modificou, unilateralmente, esse Regulamento e determinou o interstício passaria a ser de quatro anos. Um claro prejuízo aos funcionários, considerando mais de 15 anos de salários congelados no Banpará. Nós, da AFBEPA, saímos em defesa do Regulamento produzido pelo GT e eles, também por isso, nos excluíram. Os bancários e bancárias estão bastante incomodados com essa situação toda e pedem que façamos uma campanha para que a AFBEPA retorne ao GT do PCS. Eu digo que essa é uma decisão da categoria, mas queria ver o Sindicato chamar uma assembléia para decidir isso. Não chamam.

ProfªEdilza Fontes: Kátia, você aceitou o desafio de encabeçar uma chapa bastante heterogênea, ao que parece, do ponto de vista político-partidário. Qual a composição e o que unifica a CHAPA 2? A presença de membros da atual diretoria do Sindicato representa um racha interno na própria direção sindical?

Kátia Furtado: Edilza, veja só: nunca usamos como critério de composição de chapa a filiação partidária de qualquer um. Te disse e reafirmo: qualquer pessoa tem liberdade garantida na Constituição Federal para se filiar a um partido, mas isso não pode prejudicar a ação de um Sindicato. O que eu considero muito rico e importante em nossa chapa é que há algumas pessoas filiadas a alguns partidos e há uma maioria que não é filiada a nenhum partido, e que nunca teve sequer uma experiência partidária ou de militância em campanha eleitoral, mas isso não tem significado algum entre nós. Agora, eu sou e serei sempre a primeira a garantir, de qualquer forma que jamais qualquer decisão de partido submeta uma decisão do sindicato na defesa da categoria. Quem tem partido vai viver sua vida partidária no partido e não na ação do sindicato. Na ação do sindicato o que deve ser determinante é a missão estatutária, legal, classista do sindicato. É isso.Em nossa chapa há três pessoas que compuseram a atual gestão e que romperam porque foram excluídos, e foram excluídos porque ousaram pensar diferente e tiveram a dignidade de, divergindo, manter suas posições coerentes. São o Marlon e o Igor Téo, do Banco da Amazônia, e o Edvaldo do Banco Rural. Eles não aceitaram se submeter aos equívocos. Por isso foram sendo afastados, rejeitados, excluídos no sindicato. Sem saída, romperam de forma clara, colocando para a categoria seus reais motivos. Isso está certo. Foram honestos. Isso é bom.

O que nos unifica é que temos uma avaliação conjunta, que reflete uma visão da maioria da categoria, de que essa atual gestão está profundamente atrelada aos governos, às direções de bancos e aos banqueiros e que, por isso, eles perderam as condições de nos defender e lutar por nós, enquanto bancários e bancárias. Construímos um programa de ação bem definido pra colocar nosso sindicato na defesa dos interesses, direitos e conquistas dos bancários e bancárias. Isso significa que quando for preciso negociar, com independência de classe, com as direções de bancos, nós negociaremos, mas quando for preciso ir para o enfrentamento com a direções de bancos, nós iremos, sem receio de desagradar aos governos ou as próprias direções de bancos. Isso nos unifica e muito: essa liberdade para lutar de forma equilibrada, justa e correta.

ProfªEdilza Fontes: Você já foi diretora do Sindicato dos Bancários e, na época, você era ligada ao grupo do Valtinho e da Vera Paoloni, para citar dois ex-presidentes do Sindicato, ligados à chamada Articulação Bancária. Como se deu o seu rompimento com esse grupo?

Kátia Furtado: Havia uma ligação pessoal e política entre eu e a Vera Paoloni, que me convidou a ser dirigente sindical. Mesmo quando discordávamos, e isso acontecia muito, mas havia um respeito mútuo. Eu a considerava uma amiga. Quando assumi a AFBEPA as coisas mudaram, porque eu não correspondi ao que, talvez, ela imaginava. Eu assumi o que sempre havia sido, com uma atuação que combina diálogo com luta quando é necessário. Não me submeti aos ditames da direção do banco, do sindicato e nem ao governo do estado. Tomamos rumos diferentes eu e a Vera. Foi o que ocorreu.

ProfªEdilza Fontes: Foi bastante difundida, na época, uma versão segundo a qual a ex-presidenta do Sindicato dos Bancários, Vera Paoloni, teria sido exonerada do cargo de assessora do Presidente do Banpará, assim que assumiu a governadora Ana Júlia, por ter apoiado sua chapa para a AFBEPA em 2007. Isso é fato? O que explicaria agora essa coligação em uma chapa composta pela DS e Articulação Bancária, na sua avaliação? Você vê uma real unidade entre esses dois grupos?

Kátia Furtado: Edilza, primeiro os motivos que levaram a DS a exonerar a Vera Paoloni do cargo de assessora da Presidência do Banpará, são, até hoje, obscuros. Há uma versão, realmente difundida, de que ela teria sido retaliada após nos apoiar na eleição pra AFBEPA. Outra versão seria a de que haveria uma dificuldade de convivência, de estilos, entre a então assessora e o então presidente. Enfim, isso ficou enterrado no passado pela própria Vera Paoloni.

Quanto à composição da chapa DS e artban, bem, o que eu vejo é que eles têm uma avaliação de que estão desgastados na categoria e que, se batessem chapa, abririam a possibilidade para uma terceira via ganhar. Então se unificaram por uma questão de sobrevivência política na categoria bancária. Me ofereceram cargos nessa chapa, mas como eu poderia compor com esses grupos, depois de toda a conduta equivocada que eles adotaram nos últimos três anos? Não creio que possuam uma real unidade, mas uma composição por necessidade, por sobrevivência, pra tentarem, desesperadamente, se manter na direção do sindicato.

ProfªEdilza Fontes: É bastante visível o crescimento da Chapa 2 na disputa eleitoral para o Sindicato dos Bancários. A que se deve, a seu ver, esse crescimento e qual a real possibilidade de uma vitória da oposição nessa eleição?

Kátia Furtado: O crescimento da nossa chapa, nessa eleição, primeiro se deve a um trabalho concreto, uma atuação de referência na Associação dos Funcionários do Banpará - AFBEPA, em defesa dos direitos dos funcionários do Banpará. Outro grande motivo do nosso crescimento é a crítica correta que fazemos ao atrelamento dessa atual gestão aos governos, direções de bancos e banqueiros e o fato de que isso é real, de que se comprova na vida concreta. Os bancários e bancárias vêem isso, percebem isso porque nas últimas lutas essa atual direção se posicionou contra os interesses da categoria. Outro grande motivo de nosso crescimento são as propostas que temos e que os bancários e bancárias estão contribuindo, sugerindo, por onde passamos nos locais de trabalho, estamos acolhendo as sugestões dos colegas de trabalho. Mas o grande motivo do crescimento da nossa Chapa 2 é o desejo de mudança na categoria. Edilza, isso é tão forte, tão poderoso que é muito maior do que o poderio econômico, do que toda estrutura que eles têm. A categoria quer a mudança, quer mudar nosso sindicato, quer que nosso sindicato se posicione do lado dos bancários e bancárias. Isso é mais forte que tudo. E é isso que explica, em síntese, nosso crescimento.

Diante disso, existe sim uma real possibilidade de vitória dessa mudança que está representada na nossa Chapa 2. Claro que estamos em uma campanha muito desigual. Nossa campanha é modesta, com nossos próprios recursos, com uma ação entre amigos pra arrecadar dinheiro e poder pagar nosso material impresso, o deslocamento dos membros de nossa chapa pela região metropolitana e pelo interior do estado. Costumamos usar uma figura simbólica: a do Davi contra o Golias. O pequeno Davi é a expressão de libertação de seu povo que estava aprisionado pelo gigante Golias. Davi tinha uma fé imbatível, uma estratégia certeira e uma baladeira, um estilingue. Somos esse Davi. Estamos oferecendo, com muita dignidade, uma opção de mudança para a categoria. Isso, em si, já é uma vitória. Vencer a eleição é uma conseqüência de tudo isso. Quem decide não é o poder econômico e nem a estrutura. Quem decide é a vontade da categoria. Quem decide são os bancários e bancárias que saberão escolher o que querem, de verdade. Como diz a bela música do Gonzaguinha, ‘Semente do Amanhã’: “...fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos tudo, nós podemos mais. Vamos lá fazer o que será!” Vamos construir com nossa vontade e mudança e colocar nosso Sindicato ao lado da luta dos bancários.

Muito obrigada, Edilza. Um forte abraço a você e aos leitores do seu blog.

Obrigada Katia e boa sorte.

Postado por Edilza Joana Oliveira Fontes.



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